Answer Questions

Labels

Psiu! Você Vai Viciar... #12

Antes de vocês viciarem AVISO: O Lendo Linda está pronto, só que vai no ar na sábado, ok? Eu ia colocar no ar agora mas eu viciei na coluna do Will dessa semana! Então vamos Viciar primeiro para depois ficarmos lindas(os)!

Psiu! Você Vai Viciar... É um coluna quinzenal aqui do Blog, onde o querido Will do Blog Vício de Cultura tem um espaço para falar sobre série, filmes ou livros, ou o que ele quiser. Ele pode TUDO, por aqui! Psiu! Silêncio Que Você Vai Viciar!

 Hoje eu resolvi viciar vocês com uma das coisas que escrevo, não é nada do tipo “Meu Deus é BRILHANTE”, mas dá para passar o tempo. E o legal é que vocês vão se acostumando com o meu tipo de escrita né? Assim quem sabe, se um dia eu lançar um livro vocês vão querer ler né? (DIAGAM QUE SIM!). Vou deixar aqui um conto bem curtinho que escrevi no meu primeiro semestre da faculdade, como a professora disse que estava bom e eu vou acreditar porque ela é super, quero a opinião de vocês ok? E lembrando que é conto, então as coisas são corridas mesmo, nada de comparar com livros hen? Hehehe




Te Levo Comigo



Querida Elizabeth,


Estou com tantas saudades, desde que você partiu dessa cidade litorânea, tenho me sentido muito só. Mas nesses 9 meses desde que foi embora, muita coisa aconteceu em minha vida, vou te contar tudo...

Era seis da tarde, meus pais me apressavam para irmos ao festival de solstício de verão que se iniciava naquele dia, o que mais me empolgava não era o festival em si e sim, meu aniversário de 18 anos. E você que mais me conhece, sabe muito bem o quanto eu amo o verão, os crepúsculos nesse tempo ficam tão lindos e românticos.


Cheguei na festa e lá estavam várias famílias conhecidas nossas, mas devido a festa ser pública atraia um grande número de pessoas de outras cidades vizinhas, que eram atraídas pelos costumes e ritual de abertura de verão. Afastei-me de meus pais e passei por várias pessoas, falei com os mais legais e ignorei os insuportáveis. Foi um momento tão bom, apesar dos meus melhores amigos e principalmente você estarem fora e não na festa, vocês deveriam começar a faculdade junto comigo e não em seguida depois que acabaram o colegial, assim não estariam tão longe de mim nesse momento “especial”.


Quando já tinha experimentado de todos os quitutes que me deram grátis pelo meu aniversário, fui para o penhasco ver o pôr-do-sol. E lá tinha um menino sentando bem onde eu queria ficar, não tive coragem para sentar ao lado dele, então fiquei de pé, vendo o sol se pôr, mas passado alguns minutos ele notou a minha presença e levantou-se em um pulo, eu falei para ele que eu já estava de saída, mas ele insistiu que eu ficasse e que ele estava indo embora. Sentei-me ali e disse que havia lugar para duas pessoas ficarem sentadas sem problemas. Jogamos muita conversa fora e não sei o que houve Elizabeth, eu fiquei com uma sensação estranha desde que eu o vi, acho que foi amor à primeira vista.


O nome dele era John, moreno, olhos verdes, 1,90 de altura e muito agradável. Conversamos muito e no meio de risadas e conversas, pintou um clima. Mas quando íamos nos beijar, mamãe chegou e acabou com tudo, disse que estava tarde e que eu já deveria ir para, pois íamos cortar o bolo com os parentes.


Fiquei um mês sem vê-lo, mas todo dia pensava naquele rapaz, que era tão gentil e agradável, e além do mais estava apaixonada por ele. Certa tarde fui passear pela praia, parei no píer para apreciar a tarde quente que fazia e quando olhei para o lado tomei um baita susto, o vi caminhando em minha direção, John. Naquele momento voltei aos meus anos de criancinha e até cheguei a cogitar que ele era um tipo de “tritão*” (Ok. Parei de brincar!). Quando ele se aproximou de mim a primeira coisa que fez foi me beijar, foi um beijo diferente de todos os outros que eu tinha experimentado na vida, tinha amor e eu sentia isso. Fomos comer alguma coisa pelas lojinhas espalhadas pelo píer, quando olhei para a janela o sol já tinha ido embora fazia tempo. Fiquei nervosa, o que minha mãe pensaria de mim, já havia saído de casa há muito tempo. Então me levantei e beijei-o mais uma vez, ele pediu que eu ficasse mais um tempo, mas realmente eu tinha que ir. Quando sai do restaurante ele me seguiu, me beijou mais uma vez e fez uma coisa que eu nunca fosse esperar, me pediu em namoro. Imagine a minha reação, nem sabia o que falar para ele. Mas pelo que ele havia me contado sobre a sua vida e sobre sua família, eu sabia que eles eram pessoas de bem, mas não poderia aceitar, disse a ele que meu pai era muito religioso, porém ele nem acreditou e até disse que poderia falar com meu pai sobre nosso relacionamento.


Continuamos a nos encontrar duas vezes por semana no píer, e a cada encontro ele me pedia um posicionamento e eu nada. Após um mês de relacionamento eu aceitei, já estava muito apaixonada por John e até já tinha conhecido sua família. Fiz um jantar caprichado e o convidei, quando ele chegou meus pais ficaram tensos e bravos, então quando acabamos de comer e já estávamos na sala conversando ele pediu a licença, levantou-se e disse firme para os pais que se fosse do consentimento deles, ele gostaria muito de namorar comigo. Pensei que papai fosse ter alguma coisa, ele ficou muito branco e quieto, após um tempo ele levantou e pediu que eu fosse com ele até a cozinha. Chegando lá ele me disse que eu não poderia namorar o menino e iludi-lo, pois eu sabia muito bem o porquê eu não podia. Mas se eu quisesse continuar com isso, que eu teria que tomar consciência de tudo.


Quatro meses se passaram, e nós já estávamos namorando sério há três. Eu estava feliz porque sabia que ele seria meu amor para a vida toda, mas meu coração estava triste e magoado, eu não sabia se ficaria com ele como estava planejando. Ouvi a campainha de casa tocar e desci correndo para atender, quando abri vi John segurando um buquê de rosas colombianas vermelhas, fiquei tão emocionada, mas ao mesmo tempo triste. Coloquei as rosas em um jarro e pedi para que ele me acompanhasse até um lugar.


Fomos de carro até a floresta que ficava do outro lado da cidade, levei-o até o meio onde ficava uma linda clareira e ele disse que precisava falar de um assunto muito sério comigo, mas eu me adiantei e disse que precisava contar um segredo. Ele me deixou falar primeiro, mas eu decidi que ele falaria.


“Emma, eu estou muito apaixonado por você e desde aquele dia na festa de solstício de verão. E já faz quatro meses que estamos juntos, e não vejo por que não podemos elevar o nosso relacionamento... Emma, você quer casar comigo?”


Ele estava ajoelhado e todo fofo, mas eu tive que estragar o momento e foi quando saiu da minha boca: “Não. Eu não posso me casar com você John, porque vou morrer em breve.”


John ficou cocado me abraçou e chorou junto comigo, ficamos abraçados por um bom tempo e foi aí que contei tudo a ele. Que descobri que tinha um tumor no cérebro e que logo eu poderia morrer. Quando eu descobri o médico me disse que eu teria mais um ano e meio de vida, mas esse tempo se dissipou e hoje só faltam mais uns quatro ou cinco meses. Apesar de tudo, ele insistiu que nós deveríamos casar, e fez alguns contatos com um médico da família dele que mora em uma outra cidade. Fomos até lá e refiz toda uma bateria de exames, aos quais já havia feito antes, só que dessa vez foi pior, pois eu sabia que estava morrendo e o pior é que estava apaixonada.


Hoje falta exato um mês para o casamento, eu e John fomos ao consultório para ver os resultados dos exames. Meu coração estava aflito, minhas mãos estavam geladas e eu não pensava em outra coisa que deixar John sozinho aqui na terra sozinho. Mas quando o médico abriu o envelope e fez aquele maldito silêncio, quase caí para trás. Aberto o envelope tudo mudou, ele nos disse que nunca tinha visto uma pessoa mais saudável que eu. Elizabeth, não tenho nada e não vou morrer, você não faz idéia de como estou feliz de saber disso, posso casar, ter filhos e viver feliz até os fins dos meus dias. E tudo porque alguém trocou os exames, fiquei muito feliz e triste ao mesmo tempo, sabendo que eu posso ser feliz para sempre e outra pessoa que acha que está bem vai morrer em breve e não saberá. Vamos deixar o destino se encarregar das coisas, vou seguir a minha vida e realmente espero que essa outra pessoa viva feliz o quanto que puder.


Portanto vai anexo o convite do meu casamento e adivinha só, você é minha madrinha. Então vista-se linda e venha para as minhas bodas.


Com amor,
Emma


* É como são chamado os sereias machos.

William
@willlbert

Psiu!
Silêncio Que Eu Tô Viciando!


Posts Relacionados

 
COPYRIGHT © NOVEMBRO 2014 Silêncio Que Eu To Lendo...
LAYOUT DESENVOLVIDO POR JÉSSICA GUEDES | ILUSTRAÇÕES POR JULIANA RABELO.