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Identidade Roubada - Chevy Stevens
Ed. Arqueiro









Editora: Arqueiro
Autor: Chevy Stevens
Ano: 2011
Número de páginas: 256



“Como se pudesse deixar a dor para trás, corri de volta para casa, e a sensação dos meus pés batendo na terra pareceu algo positivo e real. O barulho da coleira de Emma, enquanto ela disparava à minha frente, trouxe lembranças de nossa velhas corridas, mais um prazer que tinha esquecido, Agora, corro todos os dias.” – Página 120

São poucos os livros que consigo definir em apenas um ou duas palavras. Mas para mim Identidade Roubada foi simplesmente chocante. E a palavra chocante seria o suficiente para fazer essa resenha, mas vou tentar explicar...

O livro conta a história Annie, uma corretora de imóveis, bem sucedida, que tem um namorado e uma cachorra. Sua vida sempre foi normal até o dia em que um homem a seqüestra. E é dividido em 26 sessões de Annie com sua psicóloga.

Em cada sessão ela conta o que estava passando quando o Maníaco (Ela sempre se refere a ele dessa forma) e também conta como está sendo sua volta a vida normal. O que mais impressiona é a realidade da narrativa, ela conta sobre como era obrigada a usar o banheiro em horários programados e em como apanhava. E a escritora consegue fazer isso de uma forma magistral sem que o livro ficasse pesado demais.

E quando Annie narrava como se sentia, pude sentir tudo. E me peguei entendendo seus sentimentos. Ela fica mais de um ano em cativeiro e nesse espaço de tempo o Maníaco faz questão de engravidá-la, ele é um psicopata de primeira, acha que a estava salvando de tudo e todos, que não estava privando ela da sociedade, mas abençoando-a com o fato de poder criar um filho fora de uma sociedade sem valores. E primeiro ela passa a odiar o bebê, mas depois percebe que o bebê é a única coisa apenas dela. E achei estranha a forma como fui conduzia a ver as coisas da mesma forma que ela.

E tem a volta dela, como ela passa pelas situações, como se sente ameaçada por tão pouca coisa, e que na verdade para ela significa tanta coisa. Quando ela consegue escapar, por um golpe de sorte e por coragem, mas também unidos de um ódio, ainda fica mais um dia na cabana antes de conseguir fugir. É como se ela tivesse sido moldada aos padrões do Maníaco. E antes de começar a levar uma vida normal ela conta como acabou conseguindo apenas usar o banheiro nos horários predestinados e em como noite após noite passava as noites trancada dentro do closet.

O final é no mínimo surpreendente, acho que imaginei um milhão de desfechos, mas nenhum foi o escolhido pela autora. Eu fiquei chocada, com o seqüestro, com a vida que ela foi obrigada a viver, na narrativa que foi extremamente fluída, no final. Quando peguei o livro em mãos, não sabia o que esperar e acabei que li tudo em uma sentada só. Com plena CERTEZA um dos melhores livros que li esse ano.

Classificação: 5/5
Psiu!
Silêncio Que Eu To Lendo!!

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