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Eu Acho Que... # 15 - Quase Sem Querer


Eu Acho Que... É a coluna aleatória do Silêncio Que Eu To Lendo onde você encontra a OPINIÃO da Clícia sobre alguma coisa ou qualquer coisa. Prontos para saber o que eu acho?
Oi! Bom a um tempo atrás eu ganhei o livro "Como se não houvesse amanhã" da querida Rafa. E logo que terminei, eu peguei e escrevi esse humilde conto, nem sei se isso é exatamente um conto, enfim... Encaro como minha visão sobre a música! E prometi para Rafa que iria compartilhar com vocês! Espero que gostem!

Leia Ouvindo: Legião Urbana - Quase Sem Querer

Quase Sem Querer

Acabo de olhar para o outro lado da rua e você está na calçada. Sim! Eu ainda me lembro. Ainda posso me lembrar de como suas verdades eram cheias de dúvidas. E então de repente minha bolsa está pesada demais e eu não sei se a roupa que estou usando está combinando direito. Mas eu já não preocupo se eu não sei bem o porque estou assim, só sei que estou indecisa e impaciente e acima de tudo confusa.

E então, viro de costas e começo a caminhar, seu caminho não é mais o mesmo que o meu e estou tão tranquila e tão contente. Complicar as coisas novamente não me parece o caminho certo. Dou alguns passos e é impossível não pensar no passado, nas chances que desperdiçamos de provar pra todo mundo, que não precisávamos provar nada para ninguém.

E então, como um onda de nostalgia, sou capaz de lembrar do seus sorrisos, que me causaram sorrisos. Dos seus beijos que me causaram arrepios. Da nossa viagem juntos. E então paro na calçada, quantos passos eu dei na direção oposta a você, um ou mil? Olho para trás de novo e você ainda está lá, conversando ao celular. Desviei o olhar antes de notar que você me viu e que vai seguir meus passos, que vai seguir meus passos e sorrir quando eu pedir um café.

Entrei no pequeno café da esquina, pedi um café, antes eu não gostava, mas aprendi a gostar por conta dos seus gostos, aprendi a desfrutar desse liquido preto e amargo que acorda e mantém a mente sã. Essa é uma das muitas coisas que você deixou de herança. Enquanto o atendente, prepara meu café, eu me sento e enquanto pego meu livro da pequena bolsa que carrego, eu me lembro...

Da dor que senti, de quando procurava explicação para a dor que eu sentia e que me fiz em mil pedaços, pra você juntar. E então de como chorei, mas também lembro-me de quando melhorei e soube que você estava chorando...

E me lembro, como te quero tanto. Não! Como assim? Querer algo que me fez perder tanto. Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira. Já diz a música! Sim, como te quero tanto. Olho para o livro e suspiro. Meu café chega e por alguns minutos me perco entre o gosto do café e as páginas do livro. São tantas partes lindas, tantas sensações que desejo....

É, já não me preocupo se eu não sei porque...

E foi então, que senti uma mão nos meu ombros. Levei um susto, mas algo dentro do meu corpo reconheceu seu toque.

- Oi.

- Oi...

Usei uma palavra repetida. Mas quais são mesmo as que nunca são ditas?

 

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