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Hoje é dia de... Antônio Prata


Hoje deveria ser dia de resenha, mas vem cá... Sabe quando você quer postar outra coisa? Então...

Hoje é dia de... Antônio Prata! E posso começar fazendo uma confissão? Vou morrer apaixonada por ele. Porque? Porque meu amor é antigo! rs Meu primeiro contato com ele foi na Revista Capricho, a digamos que muitos anos atrás. Até hoje eu tenho uma pastinha com as colunas dele recortadas. Depois comprei um livro dele "Estive Pensando", que levou o nome da coluna dele.

Depois fui pendendo o "contato", voltei lendo umas colunas e hoje tive a ideia de lembrar dele. Já corri lá na internet, SANTO GOOGLE e passei uma boa parte do dia lendo crônicas dele. Não vou descrever a vida dele, mas se você souber onde ele mora e quais lugares ele frequenta pode me passar que eu vou dar uma tietagem básica.... Quem sabe ele não se apaixona por mim! Sonho Adolescente.

Quero deixar a dica, para você dar um google, e vou colocar aqui em baixo um pequeno texto dele, que simplesmente amo!


"Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu"). Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar." - Antônio Prata

Tá esperando o que menina? Corre lá no Google, e vai apreciar um teto bom e divertido, aquela mistura de sentimentos... Só tenho uma dúvida que me cerca eternamente... Como um homem foi capaz de me entender tão bem nos momentos mais sombrios da minha adolescência rebelde?

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